Ciclos dos relacionamentos - renovação ou rompimento?
22/01/2019 22:22 em ATUALIDADES

Vários sinais indicam que um relacionamento deixou de “prosperar” ao longo do tempo e entrou em declínio. Antes do final de um ciclo, muitas pessoas deparam com  a necessidade de atualizar a forma como se relacionam e desenvolvem suas atividades. Porém, nem sempre conseguem extrair os melhores recursos  para lidar com esse tipo de situação.  A princípio, os sinais se mostram encobertos pelas sutilezas e depois, tornam-se visíveis, até para quem está de fora. O momento de romper as amarras que aprisionam depende do limite de cada parte.  O ato de desatar o “nó” que amarra e prende, é antes de mais nada corajoso e libertador. Afinal de contas, alguém tem que dar o passo inicial! O dilema presente nessa fase é renovar ou se distanciar…

Qualquer tipo de relacionamento se reveste da própria singularidade. Já que há um “quantum” de energia e investimento de afeto em movimento. Cada um se mostra com o “traje” que melhor lhe representa e assim, as particularidade e talentos de cada parte, exercem forte impacto na ” trama”. Diante do dilema da continuidade da convivência, alguns são capazes de investir mais e outros menos, de acordo com a motivação e certos valores pessoais em jogo.  No entanto, os ciclos tendem a evoluir e dar passagem aos diferentes estágios de:  aragem, semeadura e colheita. Nesse processo, prevalecem momentos de emoção, razão e intuição. Nas duas últimas fases, o relacionamento é posto à prova de forma mais contundente, uma vez que se espera maior “liquidez” na entrega afetiva.

Por essa razão, ele carece de transformação para que as entregas sejam ajustadas de acordo com as expectativas de cada um. Caso contrário, o “falatório desenfreado” ou o” silêncio mútuo”; modalidades tão frequentes de comunicação estreita, cedem espaço para o rompimento, o quê amplifica a carga de sofrimento e solidão. A escassez de conversas esclarecedoras e a dificuldade de escuta entre pares, podem denunciar certo grau de “toxidade” do relacionamento e contribuem para o ponto final da relação. Quanto desperdício de emoções que não conseguem encontrar um alento em meio ao Oasis do deserto!

As necessidades de evolução também acontecem com profissionais que já percorreram várias etapas da carreira. Depois de um período de “lua de mel” e de resultados garantidos pela boa performance. Muitos, começam a experimentar gradativamente, a perda do propósito e o declínio na relação com os projetos de trabalho. O maior questionamento do momento é: Qual o sentido de continuar nessa carreira, se a maneira de pensar e viver foi modificada por conta de uma mudança no estilo de vida atual?

Dessa forma, a busca pela renovação, gera angústia e medo. O que está em jogo nesse caso, é o investimento afetivo na carreira e o valor da força de trabalho, já que a régua da nossa cultura é medida em grande parte pela potência profissional. O fato é que a vida segue um percurso dinâmico, sujeito a altos e baixos, raios e trovoadas, e os relacionamentos se situam nessa mesma “ordem universal”.  O reconhecimento dos nossos dons e talentos, assim como, a nossa capacidade de nos reinventar quando estamos na berlinda, provoca a “desacomodação” e promove o sentido de estar vivo!

Se um relacionamento afetivo ou profissional se findou, é sinal que já cumpriu a sua missão, se  foi revigorado mediante o enfrentamento da crise, encontrará mais potência para as próximas fases. O que não dá é “forçar” a porta que já se fechou. Nesse caso, se possível, parece razoável uma conversa aberta e honesta para que ambas as partes identifiquem com maior clareza os motivos do ponto final.

E quem não o experimentou?

CRISTINA CONSALTER - PSICÓLOGA ORGANIZACIONAL E COACH

mcconsalter desenvolvimento de pessoas

https://mcconsalter.wordpress.com

 

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